Curso no IESP-UERJ (2016.2): As “viradas” nas ciências humanas

Frosti Backflip

Disciplina IESP/UERJ 2016.2. 

As “viradas” nas ciências humanas

Professores Frédéric Vandenberghe e Diogo Silva Corrêa

 Horário: 16h às 19h (quinta-feira)

 Consultas: a combinar com os professores

Desde A estrutura das revoluções cientificas de Thomas Kuhn sabemos que as ciências têm uma dimensão histórica, uma social e uma cultural. A ciências se movem em ciclos e nas ciências humanas estes são, por vezes, artificialmente produzidos por empreendedores intelectuais. Nas ciências humanas não há propriamente mudanças paradigmáticas. Ao invés disso, há viradas. Muitas. Estas são transversais e interdisciplinares, perpassam o universo da literatura, da arte, da estética e, é claro, da sociologia, da filosofia e da antropologia. No presente curso, nós nos concentraremos nas viradas ocorridas nestes três últimos campos de conhecimento.

E a verdade é que desde a publicação por Richard Rorty, em 1967, de uma coleção de ensaios sobre a virada linguística, a fórmula para lançar um movimento acadêmico tem variado pouco: lançamento de um manifesto, organização de uma rede de parceiros, publicação de livros e números especiais sobre o tema. Um observador já contou nada menos do que quarenta e sete viradas. Neste curso, analisaremos uma dezena de viradas nas ciências humanas, com uma dupla intenção: ver o que se faz nas ciências humanas e analisar como isto se faz.

O curso está organizado em quatro blocos focais. Um bloco mais cultural, que compreende as viradas linguística, cultural e interpretativa, constitui a base de todas as outras viradas, que vão radicalizá-la,  modificá-la ou subvertê-la. O segundo bloco, chamado por nós de era da desconstrução, historiciza e questiona a primeira, enquanto o terceiro e o quarto, se opondo ao simbolismo neokantiano, exploram a conjunção entre a prática, o mundo e o real. Encerraremos o curso com o fim das viradas, o fim do mundo e a entrada do antropoceno.

1ª Semana: Manifestos e movimentos intelectuais

a) Leitura obrigatória

Bourdieu, Pierre (1983): “O Campo Científico”, pp. 122-155 in Ortiz, Renato (org.). Pierre Bourdieu (Coleção Grandes Cientistas Sociais, n 39). São Paulo: Editora Ática.

Debray, Régis. (1995): Manifestos midiológicos. Petrópolis, RJ: Vozes. Cap. 1.

Frickel, Scott e Gross, Neil (2005): “A General Theory of Scientific/Intellectual Movements”, American Sociological Review, 70, 2, pp. 204-232.

b) Leitura opcional

Lamont, Michèle (1987): “How to become a dominant French philosopher: The case of Jacques Derrida”, American Journal of Sociology, 93, no. 3: 584-622.

c) Bibliografia auxiliar

Bachmann-Medick, Doris (2016): Cultural Turns. New Orientations in the Study of Culture. Berlin: De Gruyter.

Parte I – O mundo como símbolo 

2ª Semana: A virada linguística

a) Leitura obrigatória

Rorty, Richard (1967): “Introduction: Metaphilosophical Difficulties of Linguistic Philosophy”, pp. 1-40, in Richard Rorty (ed.): The Linguistic Turn: Recent Essays in Philosophical Method. Chicago: University of Chicago Press.

Habermas, Jürgen (2010): “Filosofia hermenêutica e analítica. Duas versões complementares de virada linguística”, pp. 27-62 in Obras escolhidas. Volume II: Teoria da Racionalidade e Teoria da Linguagem. Lisboa, Edições 70.

Rorty, Richard (1999):”Wittgenstein, Heidegger e a reificação da linguagem.”, pp. 75-94 in Ensaios sobre Heidegger e outros. Escritos filosóficos II. Rio de Janeiro: Relume- Dumará.

b) Leitura opcional

Toews, John (1987): “Intellectual History after the Linguistic Turn: The Autonomy of Meaning and the Irreducibility of Experience”, The American Historical Review, 92/4, 879–907.

Lafont, Cristina (1999): The Linguistic Turn in Hermeneutic Philosophy. Cambridge: The MIT Press.

c) Bibliografia auxiliar

Apel, Karl Otto (1998): “Wittgenstein and Heidegger. Language Games and Life Forms”, pp. 122-159 in From a Transcendental-Semiotic Point of View. Manchester: University Press.

 Gross, Neil (2008): Richard Rorty: The Making of an American Philosopher, Chicago: University of Chicago Press.

3 a Semana: A virada cultural

 a) Leitura obrigatória

Vandenberghe, Frédéric (2015): “Do estruturalismo ao culturalismo: a filosofia das formas simbólicas de Ernst Cassirer” (Manuscrito). Tradução Diogo Silva Corrêa.

Geertz, Clifford (1989):Uma Descrição Densa: Por uma Teoria Interpretativa da Cultura”, pp. 3-24 in A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC.

Bonnell, Victoria & Hunt, Lynn (1999): “Introduction”, pp. 1-34 in Beyond the Cultural Turn. Berkeley: University of California Press,Rojek, Chris and Bryan Turner (2000): ‘Decorative Sociology: Towards a Critique of the Cultural Turn’, Sociological Review, 48(4): 629–48.

b) Leitura opcional

Nash, Kate (2001): “The ‘Cultural Turn’ in Social Theory: Towards a Theory of Cultural Politics”. Sociology, Vol. 35, No. 1, pp. 77-92

Jacobs, Mark e Spillman, Lynette (2005): “Cultural Sociology at the Crossroads of the Discipline”, Poetics 33 (1): 1–14.

c) Bibliografia auxiliar

 Jameson, Frederic (1998). The Cultural Turn: Selected Writings on the Postmodern, 1983-1998. New York: Verso.

Ray, L. and Sayer, A. (eds) (1999) Culture and Economy after the Cultural Turn. Londres: Sage.

4a Semana: A virada interpretativa

Rabinow, Paul and Sullivan, William (1987): “The Interpretative Turn. A Second Look”, pp. 1-33 in Rabinow, Paul and Sullivan, William (eds.): Interpretative Social Science. Berkeley: University of California university Press.

Gadamer, Hans Georg (2004): “Homem e linguagem”, pp. 173-182 in Verdade e método II. Petrópolis, Vozes.

Ricoeur, Paul(1981): “O que é um texto?”, pp. 141-162 in Do Texto à Acção: Ensaios de Hermenêutica II. Porto, Rés.

b) Leitura opcional

Hoy, David (1993): “Heidegger and the Hermeneutic Turn,”, pp. 7-22 in Guignon, Charles (ed.): The Cambridge Companion to Heidegger. Cambridge: Cambridge Univ. Press.

Fisher, Michael (1977): “Interpretative Anthropology”, Reviews in Anthropology, 4, 4, pp. 391-404.

c) Leitura complementar

Bernstein, Richard (1983): Beyond Objectivism and Relativism. Science, Hermeneutics

and Praxis. Philadelphia: University of Pennsylvania Press.

Grondin, Jean (1991): Introduction to Philosophical Hermeneutics. New Haven: Yale University Press.

[Viradas complementares: A virada narrativa, performativa, visual e icônica]

Parte II – A era da desconstrução

  Semana: O ‘flip’ pósmoderno

 a) Leitura obrigatória

Lyotard, Jean-François (2000): A condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultura, Introdução + Seções 1-4, 7, 10 e 14Rio de Janeiro: José Olympio.

Derrida, Jacques (1968): “Os fins do Homem.”, pp. 149-178 in Margens da Filosofia. Campinas, SP: Papirus.

Derek, Edwards, Ashmore, Malcolm, and Potter, Jonathan (1995): “Death and Furniture: The Rhetoric, Politics and Theology of Bottom Line Arguments against Relativism”. History of the Human Sciences, v. 8, n. 2, p. 25-49.

b) Leitura opcional

Vandenberghe, Frédéric (2006): “L’aftérologie et le décalogue de la déconstruction”, X-Alta, 9, pp. 195-206.

Seidman, S. (1997): “Introduction, pp. 1-16 in Seidman, Steve (ed.): The Postmodern Turn. New Perspectives on Social Theory. Guilford Press.

Duque-Estrada, Paulo César (2002): Às Margens: a propósito de Derrida. São Paulo: Loyola.

c) Leitura complementar

Fraser, Nancy  e Nicholson, Linda (1989): “Social Criticism without Philosophy: An Encounter between Feminism and Postmodernism”, Social Text, No. 21, pp. 83-104.

Sussen, Simon (2015): The Postmodern Turn in the Social Sciences. Londres: Palgrave.

7a Semana: A virada pós e decolonial

 a) Leitura obrigatória

 Bhabha, Homi K (1998). “Introdução: locais da cultura” e “Pós-colonial e o pós-moderno: a questão da agência”, pp. 19-42; 239-273 in O local da cultura. Belo Horizonte: Ed. UFMG.

Quijano, Aníbal (2000):“Colonialidad del poder, eurocentrismo y América Latina”, pp. 201-246 in  Edgardo Lander (ed.): La colonialidad del saber: eurocentrismo y ciencias sociales. Perspectivas Latinoamericanas. Buenos Aires: CLACSO.

Mignolo, Walter D. (2007). El pensamiento decolonial: desprendimiento y apertura. Un manifiesto, pp. 25-46, in Santiago Castro-Gómez & Ramón Grosfoguel (eds.): El giro decolonial. Reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores.

Mignolo, Walter (2003): “Introdução”, pp. 23-78; in Histórias locais-projetos globais: colonialidade, saberes subalternos e pensamento liminar. Belo Horizonte: UFMG. UFMG.

b) Leitura opcional

Bhambra, Gurminder K. (2014): “Postcolonial and Decolonial Dialogues”, Postcolonial Studies 17 (2), pp. 115–121.

Domingues, José Maurício. Teoria crítica e semiperiferia: reflexões sobre a modernidade global e a geopolítica da teoria sociológica. Capítulo Sobre Mignolo.

c) Bibliografia auxiliar

Dussel, Enrique (1995): The Invention of the Americas: Eclipse Of “The Other” And the Myth of Modernity. New York: Continuum.

Mignolo, Walter (2011): The Darker Side of Western Modernity: Global Futures, Decolonial Options. Durham: Duke UP.

8a Semana: A virada global 

a) Leitura obrigatória

Weber, Max (1974): “Introdução do autor”, in A ética protestante e o espírito do capitalismo, pp. 1-15. São Paulo: Pioneira.

Kossok, Manfred (1993): “From Universal History to Global History”, pp. 93-112; in Mazlich, Bruno e Buultjens, Ralph (eds.): Conceptualizing Global History. Boulder, Westview Press.

Chakrabarty, Dipesh: “ The Idea of Provincializing Europe”, pp. 4-23 in Deprovincializing Europe. Postcolonial Thought and Historical Difference. Princeton: Princeton University Press.

Burawoy, Michael (2005): “Conclusion: Provincializing the Social Sciences”, pp. 508-525 in Steinmetz, G. (ed.): The Politics of Method in the Human Sciences. Londres: Duke University Press.

b) Leitura opcional

Grataloup, Christian (2006): “Os períodos do espaço”, GEOgraphia, 8, 16, pp. 31-40.

c) Bibliografia auxiliar

Caillé, Alain e Dufoix, Stéphane (2013): Le tournant global des sciences sociales. Paris : La Découverte.

Chakrabarty, Dipesh (2002): Habitations of Modernity: Essays in the Wake of Subaltern Studies.

Conrad, Sebastian (2016): What is Global history? Princeton: Princeton University Press.

[Viradas complementares: A virada reflexiva, espacial, móvel, topográfica, topológica]

Parte III – O mundo como prática 

9ª Semana: A virada pragmatista e pragmática

a) Leitura obrigatória

Bernstein, Richard (2010): “Prologue” e “Experience after the Linguistic Turn”, pp. 1-32; 125-153 In The Pragmatic Turn. Cambridge, UK: Polity Press.

Wittgenstein, Ludwig. Investigações Filosóficas. Trad. José Carlos Bruni. 3a ed. São Paulo: Abril Cultural, 1984. Ler §1; §5; §20; §23; §27; §32; §38; §66; §81; §119; §120; §116; §134; §192; §199; §241; §304-9; §363; §593.

Peirce, Charles Sanders. Como tornar as nossas ideias claras (How to make our ideas clear, Collected Papers V, 388-410). Tradução de António Fidalgo, http://www.bocc.ubi.pt/pag/fidalgo-peirce-how-to-make.pdf

Dewey, John (1908): “What pragmatism means by practical?” The Journal of Philosophy Psychology and Scientific Methods. vol. V. No. 4. 

b) Leitura opcional

Bernstein, Richard (2006) “The Pragmatic Century”, pp. 1-14 In Davaney, Sheila Greeve & Waren G. Frisina [eds. ] The Pragmatic Century: Conversations with Bernstein.  New York: State of New York Press.

Corrêa, Diogo Silva & de Castro, Rodrigo: “A crítica e os momentos críticos: De la justification e a guinada pragmática na sociologia francesa”, Mana (no prelo).

Collins, Harry (1992): “The Mystery of Perception and Order”, pp. 3-28 in Changing Order. Replication and Induction in Scientific Practice. Chicago: Chicago University Press.

William James (1981): “What pragmatism means? pp. 24-40. In Pragmatism and other writings. New York, Pinguin Books.

b) Bibliografia complementar

Joas, Hans. (1993): “Pragmatism and Social Theory. Chicago: University of Chicago Press.

Martins, Helena (1997): “Sobre a estabilidade do significado em Wittgenstein”. Veredas, revista de estudos lingüísticos Juiz de Fora, v. 4, n. 2 p. 19-42.

Shalin, Dimitri (1986): “Pragmatism and Social Interactionism“, American Sociological Review 51,  9-30.

10ª Semana: A virada praxeológica

(Com Olivia von der Weid)

a) Leitura obrigatória

Merleau-Ponty, Maurice (2002): “A espacialidade do corpo próprio e a motricidade”. pp. 143-204 in Fenomenologia da Percepção. São Paulo: Martins Fontes,

Reckwitz, Andreas (2002): “Toward a Theory of Social Practices a Development in Culturalist Theorizing.” European Journal of Social Theory, 5.2, pp. 243-263.

Schatzki, Theodore (2001). “Introduction: practice theory” In: Schatzki, Theodore, Knorr Cetina, Karin & von Savigny, Eike [eds.]. The Practice Turn in Contemporary Theory. London: Routledge, pp. 1-14.

Lave, Jean (1994), “Introduction: Psychology and Anthropology” e “Outdoors: A Social Anthropology of Cognition in Practice”. pp. 1-22; 170-190 in Cognition in Practice. Cambridge: Cambridge University Press,

b) Leitura opcional

Ostrow, James. (1990) Social Sensitivity: A Study of Habit and Experience. Albany: State University of New York.

Csordas, Thomas (1990): “Embodiment as a Paradigm for Anthropology.” Ethos 18:5-47.

c) Bibliografia auxiliar

Turner, Stephen (1994): The Social Theory of Practices. Tradition, Tacit Knowledge, and Presuppositions. Chicago: University of Chicago Press .

11ª Semana: A virada afetiva

a) Leitura obrigatória

Tarde, Gabriel (1973) “Rôle des facteurs psychologiques dans la vie sociale” e “L’individu et la société – les relations interpsychologiques”, pp. 36-84; 85-131. In Écrits de psychologie sociale choisis et présentés par A. M. Rocheblave-Spenlé et J. Milet.

Clough, Patricia (2007): “Introduction”.pp. 1-33 in Clough Patricia e Halley Jean (eds.): The Affective Turn: Theorizing the Social. Durham: Duke University Press,

Leys, Ruth (2011): “The Turn to Affect: A Critique”, Critical Inquiry, 37/3, 434–72

Massumi, Brian (2002): “The Autonomy of Affect,” pp. 23-45 in Parables for the Virtual: Movement, Affect, Sensation. Durham: Duke University Press, .

b) Leitura opcional

Lisa Blackman and Couze Venn (2010): “Affect,” Body & Society 16, no. 7: 7. 5.

Thrift, Nigel (2008): “Spatialities of Feeling”, 171-197 in Non-Representational Theory: Space, Politics, Affect. Londres: Routledge.

c) Bibliografia auxiliar

Seigworth, Gregory; Gregg, Melissa eds. (2010): The Affect Theory Reader. Durham: Duke University Press.

[Viradas complementares: Virada spinozista, sensorial, somática, cognitiva]

Parte 4 – A volta especulativa do real

12ª Semana: A virada ontológica

a) Leitura obrigatória

Corrêa, D. (2015): “Exorcizando o simbolismo”, Cadernos do Sociofilo, 6, pp. 304-314.

http://sociofilo.iesp.uerj.br/wp-content/uploads/2016/02/8_Debate1.pdf

Venkatesan, Soumhya et al. (2010): “Ontology Is Just Another Word for Culture”, Critique of Anthropology 30 (2):152-200.

Viveiros de Castro, Eduardo (2014): “Who is afraid of the ontological wolf? Some comments on an ongoing anthropological debate”, CUSAS Annual Marilyn Strathern Lecture.

b) Leitura opcional

Stengers, Isabelle (2005), “The Cosmopolitical Proposal,” pp. 994-1003 in Bruno Latour & Peter Weibel (eds.): Making Things Public: Atmospheres of Democracy. Cambridge MA: MIT Press,.

c) Bibliografia auxiliar

Mol, Annemarie (1999), “Ontological Politics: A Word and Some Questions,” in John Law, and J. Hassard, ed., Actor Network Theory and After. Oxford: Blackwell, pp. 74-89.

13ª Semana: A virada especulativa

a) Leitura obrigatória

Meillassoux, Quentin (2008): “Ancestrality”, pp. 7-48 in After Finitude: An Essay on the Necessity of Contingency. London: Continuum.

Bryant, Levi, Srnicek, Nick, Harman, Graham (2011): “Towards a Speculative Philosophy”, pp. 1-18 in Levi Bryant, Nick Srnicek and Graham Harman (eds.): The Speculative Turn : Continental Materialism and Realism,

Brassier, Ray, Iain Hamilton Grant, Graham Harman, and Quentin Meillassoux (2007): “Speculative Realism”, pp. 307-321 in Mackay, Robin. Collapse III: Unknown Deleuze. London: Urbanomic,.

Graham, Harman. (2002). “Introduction” e “Undermining and Overmining”, pp. 5-7; 8-19. The Quadruple Object. Heidegger and the Metaphysics of Objects. Chicago: Open Court,

b) Leitura opcional

De Landa, Manuel (2011): Philosophy and Simulation. The Emergence of Synthetic Reason. London, Continuum.

Shaviro, Steven (2014). The Universe of Things: On Speculative Realism. Minneapolis: University of Minnesota Press.

  1. c) Bibliografia auxiliar

Bryant, Levi (2011): The Democracy of Objects. Ann Arbor: University of Michigan Library.

DeLanda, Manuel (2002): Intensive Science and Virtual Philosophy. London: Continuum.

Garcia, Tristan (2011) : Forme et objet: Un trait des choses. Paris: Presses universitaires de France.

14ª Semana: O antropoceno e o fim das “viradas”

a) Leitura obrigatória

Chakrabarty, D. (2013): “O clima da história: quatro teses”, Sopro 91 (jul/2013).

https://issuu.com/culturabarbarie/docs/n91

Danowski, D. ; Viveiros de Castro, E. (2014): Há mundo por vir? Ensaio sobre os medos e os fins, pp. 11-35. Florianópolis: Culture e Barbárie.

Latour, Bruno (2014): “War and Peace in an Age of Ecological Conflicts”, Revue Juridique de l’Environnement, Vol.1, pp. 51-63.

 b) Leitura opcional

Bessire, Lucas (2011).  “Apocalyptic Futures: The violent transformation of moral human life among Ayoreo-speaking people of the Paraguayan Gran Chaco.” American Ethnologist 38 (4): 743–57.

Latour, Bruno (2014). “Agency at the time of the Anthropocene”, in New Literary History Vol. 45, pp. 1-18, 2014.

Stengers, Isabelle (2009). Au temps des catastrophes: résister à la barbarie qui vient. Paris: Les Empêcheurs de Penser en Rond/ La Découverte, 2009.

c) Bibliografia auxiliar

Latour, Bruno (2013). Facing Gaia: Six lectures on the political theology of nature. The Gifford Lectures. University of Edinburgh, February 18–28.

http://www.bruno-latour.fr/node/487;bruno-latour.fr/sites/default/files/downloads/GIFFORD-SIX-LECTURES_1.pdf.

[Viradas complementares: viradas neo-animista, neo-vitalista, neo-materialista, animal, pós-humana, não-humana]

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